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Chapa Verde - O Horizonte Perdido

Por: Cláudio Campos

Chapa Verde, Chile

A pequena estação de Chapa Verde, no Chile, conserva o charme de antigamente e tem um dos melhores esquis fora-de-pista do país

Em cima da maior mina subterrânea de cobre do mundo, fonte de parcela significativa da riqueza do Chile, existe um outro tesouro: encostas de neve perfeitas e uma pequena estação de esqui que parece parada no tempo, quando não existiam mega-resorts e os lifts eram mantidos por clubes de esquiadores. Como a estação se encontra dentro do terreno da companhia mineradora estatal Codelco, os veículos e o número de visitantes são controlados. Só dá para chegar a Chapa Verde em carros com tração nas quatro rodas previamente autorizados ou com um ônibus que parte de Rancágua, cidade 80 quilômetros ao sul de Santiago, a capital.

Durante a semana, poucos esquiadores embarcam no ônibus. A viagem vale a pena. Ao deixar para trás as videiras do vale do Cachapoal, a Ruta Del Cobre percorre um trajeto de cartão-postal aos pés da Cordilheira dos Andes. No fim da estrada, a paisagem árida ganha ares de ficção científica, com tubulações gigantescas, chaminés soltando fumaça e caminhões de transporte com rodas do tamanho de um automóvel, já na entrada da mina. Parece impossível que um esporte tão ligado à natureza tenha vez naquele cenário, mas no início da íngreme estradinha de cascalho que leva à estação tudo fica branco de repente, as instalações industriais desaparecem da vista e é possível encontrar pegadas de lebres e zorros (a raposa andina) na neve fofa.

A base parece uma vila de casinhas de brinquedo, com cerca de 50 cabanas coloridas, em contraste com a neve e o céu, quase sempre sem nuvens. O Chapa Verde Ski Club foi criado por funcionários da mineradora, há 20 anos, e as cabanas pertencem a seus sócios, que as alugam ocasionalmente para visitantes. A atmosfera é bem tranqüila, e as instalações, espartanas. A bilheteria – um barracão de madeira com letreiros pintados à mão – tem do lado de fora a tabela com os preços mais baratos do Chile. Cartão de crédito, nem pensar. E é bom já trazer todo o equipamento, pois a lojinha de aluguel de esquis só costuma abrir nos fins de semana.

A estação conta apenas com três meios de subida para a parte superior da montanha e três pomas bem curtinhos na base, para iniciantes e crianças. A neve é de muito boa qualidade, apesar de ficar um pouco mais dura na base quando não ocorrem precipitações por muitos dias.

O único acesso para os dois lifts da parte alta é um velho t-bar. Para chegar até o lift seguinte, é preciso descer por uma trilha estreita, que apesar de assinalada como verde pode começar a ficar bem rápida pela falta de espaço para manobrar. Lá se encontra uma simpática cafeteria instalada em um chalé pré-fabricado. O teleférico La Liebre começa nesse local. Lá em cima, a vista é demais: a vilazinha solitária em meio a um imenso platô de neve. Dali partem boas pistas vermelhas de volta à cafeteria e duas pistas que conduzem até a base: a azul El Atajo ou a longa Boloco, que termina nos fundos da vila. Todas têm graus de desafio variados para esquiadores de nível intermediário. Mas o grande trunfo de Chapa Verde está no terreno alcançado pelo t-bar El Indio, o mais elevado, onde há trilhas para experts e um dos melhores fora-de-pista com acesso por lifts do Chile. São bacias de neve seca profunda e cornijas (cristas de gelo e neve formadas pela ação do vento).

O ônibus só desce ao entardecer, e a viagem de volta oferece uma visão inesquecível da montanha, tingida de tons de azul. Chapa Verde não é muito conhecida, nem mesmo entre os esquiadores que vão com freqüência ao Chile, e talvez devesse mesmo permanecer assim. A emoção de descobrir uma estação de beleza inesperada, a dificuldade para chegar, a falta de infra-estrutura e um certo amadorismo é que dão charme único a esse horizonte perdido no meio dos Andes.

ONDE FICAR
Informações sobre aluguel das cabanas podem ser obtidas por meio do site chapaverde.cl. Em Rancágua, quartos no tradicional Hotel Turismo Santiago (Av. Brasil, 1036, hotelsantiago.cl) saem por US$ 90. Para gostos mais refinados, a dica é o hotel boutique Il Giardino (Carretera del Cobre, km 7, Machalí, hotelilgiardino.cl), com suítes a US$ 115.

ONDE COMER
Existem duas pequenas cafeterias em Chapa Verde, mas em dias de semana vale a pena se prevenir e providenciar um lanche.

COMO CHEGAR
Para ir a Rancágua a partir de Santiago toma-se a Ruta 5 Sur, num trajeto de aproximadamente 1 hora (87 km). O ponto de partida para o ônibus de Chapa Verde é próximo à autoestrada, no estacionamento do supermercado Líder Vecino, bem conhecido pelos locais (Av. Miguel Ramirez, 665, Rancágua). A passagem custa $ 4 500, com saídas às 9h em dias de semana e de 8h às 9h30 nos fins de semana. O trajeto leva 1h30.

O PREÇO DAS COISAS
Aluguel de equipamento: US$ 26 por dia (esqui) e US$ 28 (snowboard). Passes: dias de semana, US$ 22; fins de semana, US$ 30.

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