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Bariloche x Valle Nevado : quem ganha ?

A argentina Bariloche contra a chilena Valle Nevado. A briga não está ganha - quer decidir?

Club Hotel Catedral em Bariloche

O QUE É

BARILOCHE - MISTURA LEGAL
São dois destinos em um: a típica cidadezinha de montanha com estrutura hoteleira poderosa e, dentro dela, o Cerro Catedral, a montanha com a maior estação de esqui da Argentina - e da América do Sul. Na temporada, até 15 mil pessoas circulam por dia pelas 53 pistas, pelos 39 teleféricos e pela vilazinha da base, a 1 030 metros de altitude. Quem vai a Bariloche pode se divertir curtindo só a cidade, só o centro de esqui, ou misturando as duas coisas.

VALLE NEVADO - ESQUI EM PERÍODO INTEGRAL
É um resort construído literalmente no meio da Cordilheira dos Andes chilena, a 3 025 metros de altitude. Fazem parte do complexo Valle Nevado três hotéis, sete restaurantes, três bares, uma discoteca, três edifícios e a maior estação de esqui do Chile, com 35 pistas. No máximo 3 300 pessoas por dia esquiam lá - entre os 800 hóspedes, os donos de apartamento nos edifícios e a turma que vem de Santiago passar o dia (a capital fica a duas horas de viagem). É um destino de imersão na neve.

A PAISAGEM

BARILOCHE - HAJA LAGO
É como aqueles cartões-postais do Canadá: uma paisagem espetacular de lagos e montanhas e um céu absurdamente azul - bom, se for no auge do inverno, nem tão azul. A cidade fica no coração de um parque nacional criado para proteger o majestoso Lago Nahuel Huapi - tão grande que dentro dele cabem três Buenos Aires - e as montanhas ao seu redor. A cidade se esparrama à beira desse lago e há mirantes lindíssimos ao longo da avenida que o margeia, a Bustillo. O passeio chamado Circuito Chico passa pelos principais.

VALLE NEVADO - NO MEIO DOS PAREDÕES
De qualquer ponto do resort, a imponente cordilheira fica impressionantemente perto - de um lado, as encostas arredondadas e bem branquinhas, cheias de teleféricos; do outro, a parte intocada da montanha, uma seqüência de paredões abruptos de neve e pedra escura que termina em abismo. De dia, a paisagem humana é a atração: sentado às mesinhas do deque de madeira que funciona como centrinho do resort, vê-se um passa-passa de gente, um sobe-e-desce de teleféricos, famílias, casais, as minas e os manos que se sentam para flertar com o pessoal da mesa ao lado, ler um livro, tomar um chocolate quente. A música rola sempre. E o português domina - 85% dos hóspedes eram brasileiros em julho passado. "É a estação de esqui da moda agora", diz Marcelo Apovian, tricampeão brasileiro de esqui e vice-presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve.

A MONTANHA

BARILOCHE - BOM COMEÇO
Quem nunca esquiou gama no Cerro Catedral. Primeiro, porque ele tem uma vilazinha em sua base que é um mundo completo, auto-suficiente, todo funcionando no meio do gelo: são hotéis, restaurantes, escolas de esqui, lojas de equipamentos, cafés, bares e até shopping, o La Terraza - mais um será inaugurado nesta temporada. Por todo lado vêem-se criancinhas encapotadas, bonecos de neve, jovens snowboarders. Ele é superamigável aos pedestres: dá para levar até a vovó para almoçar lá em cima, no agitado Refugio Lynch, e curtir o mesmo visual que os esquiadores experientes. Há um bondinho só para pedestres, o Cable Carril. E os aprendizes são a maioria - é difícil se envergonhar dos próprios tombos quando os do vizinho são tão ou mais engraçados.
Vinte porcento das pistas são verdes (as mais fáceis) e no ano passado foi inaugurada uma nova área, quase plana, lá em cima, a 1 800 metros de altitude - para que não faltem frio e neve. As famílias que não querem se separar por muito tempo adoram as várias pistas de dificuldades diferentes que começam no topo de um mesmo teleférico e terminam juntas. Mas as ressalvas ao Catedral vêm dos esquiadores mais experientes: a manutenção das pistas não é tão freqüente, as mais difíceis não são tão radicais, a muvuca é constante. "A máquina de compactação de neve vai passando e deixando uns morros no caminho", diz Luci Arnhold, atual campeã sul-americana de esqui. Mas há diversão para os mais avançados. A pista azul Conexión, bem larga e sem árvores, vez por outra sedia campeonatos. A Luipe é superlonga, dá pra pegar muita velocidade. E a preta Nubes está entre as mais altas.

VALLE NEVADO - UHUUUU !!!!
Parece um parque temático de neve (tem até mascote, o castor de pelúcia Copito). A variedade de paisagens é um ponto forte e mesmo quem não esquia tão bem pode visitar diferentes altitudes e setores da montanha. Como não há muito o que fazer durante o dia além de esquiar, Valle Nevado é um ótimo lugar para evoluir no aprendizado do esporte. Do snowboard também. Aliás, os "surfistas do gelo" adoram o único half pipe (aquela rampa em forma de "u" usada também pelos skatistas) de medidas oficiais da América do Sul. O Snow Park é outro prato cheio: uma área cheia de obstáculos, rampas e corrimões para fazer as manobras sobre a prancha. Valle Nevado tem versatilidade suficiente para ser palco, há anos, dos treinos da snowboarder carioca Isabel Clark, que conseguiu um resultado histórico para o Brasil nas Olimpíadas de Inverno de Turim (o nono lugar na modalidade boardercross). "Acho a melhor estação do Chile. A neve está sempre seca, há muitos dias de sol e muita variedade de pistas", diz ela. Só os pedestres não têm vez ali. Nenhum teleférico leva gente sem esquis. Para almoçar ou assistir ao movimento frenético do Bajo Zero, o único restaurante lá no meio da montanha, é preciso encarar ao menos um pedacinho de uma pista vermelha (intermediário/avançado), a Diablada. Ela é íngreme, mas bem larga no trecho próximo ao restaurante - vale a pena tentar, porque não é tão difícil.

GASTRONOMIA

BARILOCHE - COZINHA DE MONTANHA É SÓ O COMEÇO
Fondues, chá das cinco, chocolates mil - tudo que uma típica cidadezinha de montanha tem você encontra de monte. O plus é o legado da cozinha patagônica. Os defumados - de carnes de caça ou salmão e truta - são clássicos. O Família Weiss (Palacios com a V.A. O'Connor, 43-5789. Cc: todos. 9h/2h) tem a picada (tábua) mais célebre: com carnes de cervo, javali e queijos curtidos em vários temperos. Dois restaurantes lindos (a iluminação noturna é especial) dividem a preferência quando o assunto é a típica parilla argentina: o El Patacón (Bustillo, km 7, 44-2898. Cc: D, V. 12h/15h e 20h/23h30) e o Rincón Patagónico (Bustillo, km 14, 46-3063. Cc: todos. 12h/0h). Para os jantares românticos, vá aos restaurantes mais finos. O Il Gabbiano (Bustillo, km 24,3, 44-8346.19h30/23h30) tem pratos e sobremesas deliciosas de sotaque italiano. O restaurante do hotel Llao Llao, o mais cobiçado da cidade, é o Los Cesares (Bustillo, km 25, 44-8530. Cc: todos. 19h30/0h. Reserva obrigatória). Os garçons de luvas brancas servem à francesa. No meio de uma montanha nevada, nos domínios do resort Arelauquem, fica o El Refugio (Ruta Provincial, 82, 46-7622. Cc: Mc, V. 19h30/23h30. Reserva obrigatória). Para chegar ao jantar à luz de velas lá em cima, usam-se motos de neve. A casa de chá mais elegante é a Rosellana (Bustillo, km 16,4, 44-8656. 16h/21h). Há sete mesas e alguns sofás - você se sente um convidado da casa.

VALLE NEVADO - FRANCÊS NA CABEÇA
O resort funciona num sistema de meia-pensão (além de incluir os passes para os teleféricos). Dá pra escolher qualquer restaurante para jantar. Quem quiser pode comprar, na reserva, tíquetes de almoço a 20 dólares por dia - que dão direito a um bufê de comida internacional. Gasta mais que isso quem for pagar à parte cada almoço nos restaurantes comuns. Para ter uma idéia, 20 dólares são quase 10 500 pesos chilenos. O bufê de saladas e sobremesas mais um grelhado à escolha, no italiano La Trattoria, saem por 17 500 pesos. O almoço mais barato é o do fast-food Slalom: um cachorro-quente, com refrigerante e batata frita, custa pouco mais que 5 000 pesos. No jantar, a melhor dica é: francês na cabeça. É de longe o melhor restaurante (reserve no dia anterior). O ambiente do La Fourchette d'Or não chega a ser chique, mas a apresentação e o cuidado no preparo dos pratos - cordeiro, mil-folhas de frutos do mar, confit de pato - fazem a diferença. Os outros restaurantes têm os seus highlights, mas não surpreendem em nada. Planeje-se para jantar no La Trattoria no dia do festival de massas. No suíço Le Montagnard, a melhor pedida é a fondue de queijo, que vem com pêras e maçãs além do pão para molhar. A culinária regional chilena fica no bufê do El Meson Chileno - prove o peixe congrio, os molhos salgados à base de abacate (palta) e os frutos do mar diferentões. Completa o leque gastronômico o Sushi-bar, o único que não está incluído no jantar. O cardápio é pouco variado e apenas mata a vontade dos viciados em comida japonesa.

A RIXA DA SOBREMESA

BARILOCHE - CHOCOLATE NÃO É TUDO IGUAL
Enquanto mastiga o chocolate, grude-o no céu da boca. Se desgrudar sozinho, ele é bom; se ficar lá, é porque tem muita gordura - é de má qualidade, portanto. Ao menos é isso que se propaga em Bariloche, a terra das chocolaterias. Na acirrada disputa pelo título de melhor da cidade, quem leva mais crédito é a Mamuschka (Mitre, 216, 42-3294. Cc: todos. 8h30/22h). Mas a Abuela Goye (Mitre, 258, 42-3311. Cc: Ae, Mc, V. 8h/1h) corre ao lado. Tudo lá é fofinho como na cozinha da vovó (por isso o nome abuela): a decoração da loja, a apresentação dos chocolates, as canecas do clássico submarino. Se o negócio é levar muitos saquinhos como presente, parta para a Del Turista (Mitre, 239, 42-5744. Cc: todos. 8h/22h), quase um hipermercado de chocolates. Tem até praça de alimentação.

VALLE NEVADO - MANJAR DOS DEUSES
Valle Nevado não tem variedade gastronômica suficiente pra manter sua rixa interna. É mais provável que você ouça dos garçons chilenos provocações sobre o vinho e o doce de leite argentinos - retratatados com descrédito, claro. Dá pra apitar o doce conflito todos os dias, provando belos tintos no jantar. Mas não vá embora sem experimentar a estrela do restaurante suíço Le Montagnard: a fondue de doce de leite. Aliás, fondue de manjar, como eles chamam lá - porque dulce de leche é coisa de argentino.

HOTELARIA

BARILOCHE - NO CENTRO, NO LAGO, NO ALTO
São três eixosonde se hospedar: no centro, na beira do Nahuel Huapi e no Cerro Catedral. Ficar no cerro é a dica para imergir no esqui, mas gasta-se mais. O Club Hotel Catedral (46-0006, www.clubhotel.com.ar. Cc: todos. Pacotes de sete noites, entre US$ 556 e US$ 1 118, por pessoa, com passes para teleféricos) tem 160 quartos, spa e três restaurantes. O sonho de consumo é o Pire-Hue (46-0039, www.pire-hue.com.ar. Cc: Ae, Mc, V. Pacotes de sete noites, de US$ 710 a US$ 2 140, por pessoa, com meia-pensão e massagem). Os quartos têm mobília clássica e banheiros de mármore; o restaurante é disputado. No centro, ao redor da rua Mitre, ficam as famílias e a moçada - além da maioria dos hotéis, restaurantes, bares e lojas. Para os casais, a beira do lago é o lugar - nas hosterías (pousadas), cabañas (bangalôs de luxo) e hotéis. Uma das boas novidades é o cinco-estrelas Aldebaran (Bustillo, km 20,4, 46-5132, www.aldebaran patagonia.com.Cc: Ae,V. Diárias desde US$ 150), com dez quartos superaconchegantes, com varanda e vista. O hotel-símbolo da cidade, o Llao Llao (Bustillo, km 25, 44-8530, www.llaollao.com. Cc: todos. Diárias desde US$ 240) é hors-concours. Fica numa porção de terra elevada entre dois lagos - todo ambiente é panorâmico. O chá da tarde é um clássico (custa 33 pesos - não-hóspedes também podem provar). As xícaras são de porcelana; os bules, de prata. As tortinhas doces e salgadas são superdelicadas. E você degusta tudo acolhido nas poltronas classudas do jardim-de-inverno - um dos melhores mirantes.

VALLE NEVADO -P, M ou G
São três hotéis de níveis diferentes. De maneira geral, todo o complexo já foi muito chique - hoje se popularizou e ficou superagitado. Os hotéis são interligados por um imenso deque de madeira onde ficam lojas, restaurantes e uma piscina aquecida ao ar livre que é coqueluche no fim do dia. (Todos acham normal entrar de sunga numa água a quase 40o C, com 2o C lá fora.) O clima da hot tub não chega a ser relaxante: além de a piscina ser uma só e pequena para os 800 hóspedes, um animador fica propondo desafios do tipo quem-virar-mais-rápido-tal-bebida-ganha-uma-cerveja. Os irmãos Stéphanie e Richard Minders, habituados a esquiar no Hemisfério Norte, não estavam satisfeitos com a comida e o serviço do resort. "Lá ficamos em chalés, com uma hot tub para cada três famílias e cozinhando nossa própria comida", diz Richard. "Mas aqui é legal ter os bares, a danceteria, porque muitas estações não têm nada, é só esquiar e dormir". Eles estavam no Hotel Puerta del Sol (pacotes de sete noites de US$ 1 050 a US$ 1 900, por pessoa), o mediano. Há espaço suficiente nos quartos, televisão, frigobar, boa cama (os lençóis é que deixam a desejar) e banheiro cheio de amenities. Seu ponto alto é o visual da varanda - na face norte, voltada para as pistas. Mais pertinho delas (dá pra entrar e sair já com os esquis nos pés) fica o Hotel Valle Nevado (pacotes de sete noites, desde US$ 1 295 e US$ 2 400, por pessoa), o mais chique. Ali, nem é preciso pôr o nariz no frio para ir ao La Fourchette d'Or ou comer sushi. O tamanho e o conforto dos quartos são notavelmente superiores. A moçada que quer economizar fica no Hotel Tres Puntas (pacotes de sete dias, desde US$ 770 e US$ 1 518, por pessoa) - que não chega a ser barato. Não se pode jantar no francês (só pagando à parte) e os quartos são pequenos. O quádruplo é um corredor apertado com dois beliches. Ainda assim, é bem planejado: cada cama tem seu abajur e criado-mudo, há televisão, telefone e até uma varandinha com vista para a cordilheira.

À NOITE

BARILOCHE - NÃO TEM ERRO
A cada temporada abrem novos bares e as modas mudam. Os flyers distribuídos na rua Mitre dão as pistas - e tentam seduzir os adolescentes que perambulam de bar em bar. Alguns clássicos, porém, jamais saem de moda. Um deles é o pub Wilkenny (San Martín, 435, 42-4444. Cc: Ae, Mc, V. 11h/6h). Vive cheio de argentinos e brasileiros que se esquentam antes de ir para as danceterias - as maiores ficam na avenida Rosas. Os europeus preferem o clima cool do Pilgrim (Palacios, 167, 42-1686. 11h/último cliente). A tríade vinhos, charutos e gastronomia inventiva é a aposta do elegantinho Quve (San Martín, 570, 43-6003. Cc: Mc, V. 18h/3h). E a cervejaria artesanal Berlina (Bustillo, km 11,75, 52-3336. Cc: Ae, Mc, V. 18h/2h), aberta ano passado, recebe os moderninhos - mas fica fora do centro.

VALLE NEVADO`- VÁ EM TURMA
"Fiquei decepcionado com a balada", diz Fernando Cruz, que foi sozinho a Valle Nevado. "Nos bares as pessoas ficam nos seus grupinhos e a discoteca vive vazia. Todo mundo quer acordar cedo pra esquiar." A reclamação é comum entre a moçada. O bar mais fervido é o pub do hotel Tres Puntas: tem videokê, sinuca e dj - agitados no máximo até a 1h. Nas poltronas ao redor das lareiras do Valle Lounge, tome uns drinques com música ao vivo depois do jantar. A consumação mínima é de 6 000 pesos.

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