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América do Sul para todos os estilos

Por: Anna Renata Angotti e Sérgio Aratangy

Para quem nunca foi para uma estação de esqui, fica a dúvida: aonde ir? Nós damos o caminho para você encontrar seu lugar na temporada de neve da América do Sul.

Cerro Castor

PARA INICIANTES - CHAPELCO (AR) E EL COLORADO (CH)

Você põe os esquis nos pés, feliz da vida. Todo orgulhoso, consegue sentar-se na cadeirinha que vai levá-lo até o início da pista. Aí surge o primeiro dilema: “Como diabos eu vou descer deste troço?!” Resposta: esquiando. Esse será seu primeiro tombo numa pista oficial. Para quem nunca se deslocou na neve, é importante escolher uma estação que tenha boas pistas para iniciantes. Para aprender, o melhor é que elas sejam suficientemente longas para que se perca menos tempo no transporte.

A estação de Chapelco, na Argentina, é ótima para dar os primeiros vexames: tem uma base grande, formando uma excelente área de frenagem (o problema do esqui não é andar, é parar), sua escola possui instrutores que até se esforçam para falar português (ou portunhol, idioma muito popular na região), e conta com uma longa pista – que, no verão, transforma-se numa pequena estrada rodoviária. Essa pista é excelente para aprendizes. Chama-se Camino, e, para se chegar nela, não se sobe em cadeirinhas, mas em confortáveis “bolhas”, das quais se desce caminhando. O esqui é colocado em seguida. Além disso, a vista é fantástica, com um lindo bosque de lengas – árvore típica da região, de tronco largo e galhos delicadamente retorcidos que suportam temperaturas baixas.

Em El Colorado, vizinha a Valle Nevado, no Chile, as pistas também são compridas e têm inclinações legais para principiantes. Procure as pistas Pingüino (onde o transporte é em cadeirinhas) e Zorro, onde o transporte é desconfortável e difícil nos primeiros momentos. Há instrutores circulando – mas eles não custam pouco. Considere também se a altitude pode ser um problema: o ponto mais alto da estação fica a 3 333 metros.

PARA INTERMEDIÁRIOS - TERMAS DE CHILLÁN E LA PARVA (CH)

Se você já esquiou algumas vezes e sabe descer com os esquis “em paralelo” (e não “em V”, postura de quem está começando), pode arriscar em pistas mais difíceis. Nesse nível, todas as estações servem bem. O que pode fazer diferença é o comprimento das pistas e o tipo de neve. Em Termas de Chillán, está localizada a pista mais extensa da América do Sul, com 12 quilômetros (a Las Tres Marias). Se você não sabe esquiar, evite-a. Caminhar na neve com aquela bota dura, levando os esquis, é muito desagradável, ainda que haja um espetacular bosque para servir de cenário.

Outra vizinha do Valle Nevado, La Parva também conta com pistas excelentes para quem já sabe descer a montanha. Este ano, a área “esquiável” aumentou em 25%. As pistas são bastante inclinadas e a estação não é muito concorrida. Muitos dos chilenos que freqüentam o lugar são proprietários de imóveis na área, o que lhe confere um clima familiar. Essa é uma fase em que as aulas são uma boa. Com mais técnica, pode-se evoluir no esporte. Não é impossível aprender sozinho, mas há detalhes que só um professor poderá lhe ensinar.

PARA INICIADOS - LAS LEÑAS (AR), VALLE NEVADO E PORTILLO (CH)

As estações de Las Leñas, Valle Nevado e Portillo são as mais procuradas por quem sabe esquiar bem. Como a maioria dos freqüentadores já ultrapassou o período dos primeiros passos, não se tromba com pedestres nas pistas. Las Leñas oferece um enorme cardápio de pistas complicadas, num vale dedicado aos esportes de neve. Aliás, neve de excelente qualidade, a chamada “neve em pó”, que permite ao esquiador experiente ter velocidade e controle. Praticamente a cada temporada, ela ganha novas atrações, modernizando-se (veja o quadro na página ao lado).

Não muito longe dali, no Chile, Valle Nevado é sempre uma grata surpresa. Suas pistas são altas (o ponto mais baixo está acima de 2 800 metros), a neve é “em pó” e seus equipamentos são modernos. Entre os iniciados, há sempre aquele grupo que gosta de radicalizar e sair das pistas. Para esses, a pedida é a estação de Portillo, tida como o paraíso dos experts. Portillo fica na estrada que liga Santiago do Chile a Mendoza, na Argentina. Surgiu nos tempos em que se construía uma ferrovia que ligaria os dois países, no começo do século passado. Na época, sem meios de elevação, os engenheiros que trabalhavam na construção já esquiavam no local. Hoje, Portillo é um importante centro. Pequeno, não costuma ficar cheio e seu ambiente é acolhedor. Ali também se reportam as noites mais frias: os termômetros chegam a marcar temperaturas inferiores a 20ºC negativos.

PARA SNOWBOARDERS - PUCÓN, LAS LEÑAS (AR) E VALLE NEVADO (CH)

Algumas estações estão mais bem preparadas para receber o pessoal que gosta de snowboard – e que acaba divertindo também quem vai apenas assistir ao espetáculo. A estação de Pucón, nas encostas de um vulcão ativo, é um dos centros preferidos pelo povo das pranchonas, com sua excelente estrutura para saltos e manobras ousadas. Las Leñas, na Argentina, e Valle Nevado, no Chile, contam igualmente com estruturas específicas para snowboard. Se você conhece esse esporte, é bom saber que sua técnica é muito diferente da do esqui. É comum não se adaptar ao esqui e, eventualmente, encantar-se com o snowboard – e vice-versa.

PARA AVENTUREIROS - CERRO CASTOR (AR)

A estação de Cerro Castor fica próxima à cidade de Ushuaia, na Terra do Fogo, às margens do Canal de Beagle, numa das regiões mais lindas e exóticas do planeta. É a mais austral da América do Sul e funciona desde 1999, embora ainda não seja muito conhecida. Seu ponto mais alto não chega a mil metros. Pucón é cheia de passeios bastante radicais, como subidas à cratera de um vulcão ativo ou raftings. Se o esforço foi muito grande, você tem à disposição as termas naturais.

PARA IR EM FAMÍLIA - BARILOCHE (AR)

Há tantas coisas para se fazer em Bariloche, tantos lugares para se visitar, tantos ótimos restaurantes, tantas lojas e circuitos de off-road... que esquiar é, na verdade, apenas um programa a mais. Do Lago Nahuel Huapi aos tours de jipe, há muito o que fazer. As crianças vão se divertir. Uma sugestão é deixar os animadinhos irem à montanha enquanto os menores, ou aqueles que não gostam de muita ação, fazem passeios de barco. A estação de esqui de Bariloche, o Cerro Catedral, é um centro turístico completíssimo. Para esquiar realmente, é melhor não ficar próximo dos locais em que as pessoas estão passeando.

Um bom ponto de encontro das duas tribos – os que querem esquiar e os que não se importam com isso – é o Refúgio Catedral, pequeno restaurante no meio da montanha. Não é impossível que você desista de esquiar depois de perceber quanto deixará de fazer enquanto desce e sobe o morro. Nesse caso, faça seus passeios tranqüilo e, no ano que vem, escolha um lugar para esquiar – que pode ser Bariloche, por supuesto.

Agora, se a idéia são os pais esquiarem longe das crianças, a maioria das estações tem um serviço de guarda de crianças que cuida da molecada enquanto papai e mamãe riscam a neve.

PARA RELAXAR - TERMAS DE CHILLÁN (CH) E CHAPELCO (AR)

As Termas de Chillán unem o melhor dos dois mundos. Além de ser uma pequena vila de montanha, com um clima sempre agradável e ótima infra para esquiadores, tem um centro de águas termais para relaxar e mandar o estresse de volta para o Brasil. Até quando chove, poucas coisas são mais relaxantes que assistir às gotas caírem lá fora, da janela de um delicioso restaurante.

Chapelco, mais especificamente a cidade que lhe serve de base, San Martin de Los Andes, é outra excelente paragem para se descansar. Há boas lojas, bons restaurantes, um lindo lago... Se o dia estiver bonito, não deixe de encarar os passeios clássicos, como a visita ao Lago Huechulafquen, na base do Vulcão Lanin.

PARA CAIR NA BALADA - PUCÓN (CH) E BARILOCHE (AR)

Quem tem pique para esquiar o dia inteiro e depois ainda cair na balada deve rumar para Bariloche ou Pucón. A primeira é cheia de lugares descolados e tem agito o ano inteiro, mas é no inverno que as discotecas e festas atingem o pico. Há bons endereços para dançar, um cassino, centenas de bares e restaurantes. Apesar de pequena, Pucón tem vários pubs, discotecas e um luxuoso cassino. Com público mais reduzido que Bariloche, é ponto de encontro de esquiadores e snowboarders jovens. Ali é possível esquiar de manhã, fazer um rafting à tarde ou passar o dia escalando o vulcão – e ainda dançar até o amanhecer.

SEM PACOTE - ALGUNS TOQUES PARA QUEM VAI POR CONTA PRÓPRIA

» Se você pretende escapar aos pacotes, hospede-se em Santiago do Chile. As estações de El Colorado-Farellones, La Parva e Valle Nevado estão a distâncias entre 40 e 60 km. É possível sair pela manhã de Santiago, passar o dia na estação e à tarde estar de volta. Não é recomendável alugar um carro. Dirigir com neve e gelo é bastante perigoso. Eventualmente, são interditadas as estradas. Um pouco mais longe fica Portillo, a 150 km da capital chilena por boa estrada. Seguindo essa rota, cruzando-se a fronteira com a Argentina, há outra pequena estação, chamada Los Penitentes, ideal para espíritos mais aventureiros.

» Próximas a Santiago há duas estações pequenas, com pouca estrutura: Lagunillas, no Cajón Del Maipo, e Chapa Verde (a 145 km de Santiago). Lagunillas é a menor estação chilena. Pertence ao Club Andino. Até há algum tempo, não contava sequer com serviços de transporte. Este ano, uma perua leva os esquiadores desde Santiago. Já para chegar a Chapa Verde, o caminho é um pouco mais complicado. Ela fica na área de uma das maiores minas de cobre do mundo e é propriedade da Codelco (Corporación Nacional del Cobre). É preciso ir até o shopping Hiperindependencia, em Rancágua (av. Miguel Ramírez, 665), e de lá tomar um ônibus, que sai a partir das 8h, nos fins de semana, e das 9h, de segunda a sexta.

» Bariloche e Chapelco ficam a um dia de passeio uma da outra. São 265 quilômetros de um trajeto espetacular. Além disso, na região há duas outras estações que, dependendo do estado da estrada, dá para se visitar: Cerro Bayo e La Hoya. A primeira fica em Villa Angostura, na beira do mesmo lago onde está Bariloche (Nahuel Huapi), localizada a 80 km dali. La Hoya, por sua vez, é um pouco mais distante, ao sul, na província de Chubut. Está a 310 km de San Carlos de Bariloche e vale cada minuto de uma tarde passada ali. * Se for esquiar em Chapelco, uma boa pedida é se hospedar em uma das dezenas de cabanas disponíveis em San Martin de los Andes (a 19 km da estação): elas abrigam até oito pessoas, a preços bem menores que os dos hotéis.

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